17 de abril de 2011

Frases sobre Natureza

"A natureza tem para tudo o seu objetivo." (Aristóteles)

"A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol."
(Humberto de Campos)

"Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para tráz, e sim para a frente." (Friedrich Nietzsche)

"A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável." (Jean-Jacques Rousseau)

"A natureza delicia-se na comida mais simples. Todos os animais, exceto o homem, comem um só prato." (Joseph Addison)

"Vive em harmonia com as leis da natureza e nunca serás pobre. Vive em harmonia com as opiniões e nunca serás rico." (Sêneca)

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necesário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome." (Mahatma Gandhi)

Acontecimentos da natureza


Difícil, quase impossível avaliar o momento histórico enquanto este acontece, por isso as sensações estranhas que nos invadem a todo momento nesta época. As próximas gerações darão um nome ao que nós experimentamos do lado de dentro, no epicentro dos acontecimentos mundiais. O mundo nunca mais será como antes, será que é a isso que se refere o famoso fim do mundo? É propício, então, meditar a todo momento a respeito do que seja esse mundo. Nós, humanos, entidades criativas cósmicas, irradiamos o reflexo de nossas mentes e este se converte em realidade, o que chamamos de mundo. Como nossas mentes mudaram irreversivelmente, o mundo também acompanha a transformação. Daí que a verdadeira e absoluta revolução seja íntima.

Esses espíritos de porco que surgem para criticar e julgar duramente a atuação dos outros devem ser tratados com compaixão, evitando envolver-se na polêmica que os faria parecer mais valiosos do que realmente são.

E você pensou que já tinha visto tudo e conhecia tudo que a alma humana poderia produzir entre o céu e a Terra! Nada disso! Ainda ocorrem situações que desafiam o seu conhecimento e colocam os seus pés em outro caminho.

Para entrar num novo círculo social você deve abandonar o antigo, pois de outra forma sua alma ficaria presa à ambiguidade. Melhor fazer uma escolha equivocada do que não fazer nenhuma, por medo de errar.

A incompatibilidade de seu progresso em particular com o das pessoas próximas colocará em relevo a natureza dos vínculos e também será uma prova de resistência. O que for verdadeiro transcenderá as adversidades.

Quem se convence de saber tudo é aquele que logo mais pisará no tomate e perderá o rebolado. Recupere a lucidez e perceba as limitações de seu entendimento, o mundo anda produzindo acontecimentos muito novos.

O entusiasmo do avanço acontece simultaneamente ao susto que dá enxergar tudo que está em jogo e a ansiedade decorrente dessa visão. A simultaneidade paradoxal de emoções é a marca registrada do momento atual.

Os novos vínculos que se formaram e levarão algum tempo para consolidar empurrarão o passado ao esquecimento. Simultaneamente ao esquecimento desaparecerão pessoas que em outros tempos teriam parecido eternas presenças.

Por enquanto seu trabalho não é visível, mas isso não deve ser tratado como uma limitação. Melhor navegar abaixo do radar por um tempo, aprimorando seus instrumentos de trabalho e se recusando a elevar queixas.

Arriscar-se é bom em nome de maior progresso, porém, você deve limitar o espírito de aventura para que o risco não se torne maior do que sua capacidade de suportá-lo. Afinal, quantos aventureiros já sucumbiram?

Parece não ter fim, há apenas a reedição perpétua dos mesmos assuntos de sempre. Porém, as aparências ocultam a verdadeira realidade, pois, apesar de tudo, ter o ar da estagnação as coisas continuam em movimento.

Para conhecer o mundo, em primeiro lugar você terá de conhecer sua alma, indo fundo na pesquisa e, principalmente, tendo absoluta sinceridade no processo. Aceite tudo de si, o que aprecia e também o que despreza.

Para conhecer o mundo, em primeiro lugar você terá de conhecer sua alma, indo fundo na pesquisa e, principalmente, tendo absoluta sinceridade no processo. Aceite tudo de si, o que aprecia e também o que despreza.


5 de abril de 2011

coisas sobre a natureza

Quanto vale a natureza?
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Em alguns textos anteriores mencionei a desconsideração e maneira subestimada de avaliar as riquezas que os recursos naturais proporcionam à humanidade. Quanto vale um serviço que o ecossistema oferece e realiza? Quanto vale, por exemplo, a produção de oxigênio e a conseqüente possibilidade de existir vida aeróbia na terra? Trazendo mais para o nosso tempo e para a nossa realidade, quanto vale a água potável original de uma nascente? E quanto vale o remanescente florestal que garante a existência e proteção desta nascente? Como computar os prejuízos provenientes das perdas destes recursos naturais?
Este é um questionamento muito importante, pois esta tentativa de se estimar quanto vale economicamente produtos e serviços da biodiversidade natural, e os conseqüentes prejuízos com sua destruição, é um primeiro passo na direção de se defender a proteção de trais recursos utilizando argumentos econômicos, que são mais facilmente compreendidos pelas pessoas, de uma maneira geral. As vantagens econômicas de um país por causa de sua riqueza de recursos naturais devem ser ressaltadas e quantificadas, por mais difícil que pareça ser nas primeiras aproximações. E os danos e prejuízos também devem ser quantificados. Quando os custos da degradação ecológica não são pagos por aqueles que a geram, estes custos são externalidades para o sistema econômico. Ou seja, custos que afetam terceiros sem a devida compensação. As atividades econômicas são assim planejadas sem levar em conta essas externalidades ambientais e, conseqüentemente, os padrões de consumo das pessoas são forjados sem nenhuma internalização dos custos ambientais. O resultado é um padrão de apropriação do capital natural onde os benefícios são providos para alguns usuários de recursos ambientais sem que estes compensem os custos incorridos por usuários excluídos. Além disso, as gerações futuras serão deixadas com um estoque de capital natural resultante das decisões das gerações atuais, arcando os custos que estas decisões podem implicar.
Trazendo para escalas maiores, para que os verdadeiros ganhos e crescimentos (lucros) de um país sejam calculados, as riquezas ambientais e perdas por poluição ou exploração, por exemplo, devem ser computadas no balanço final do cálculo do PIB, ou qualquer outro parâmetro econômico relacionado. Este raciocínio também deve ser levado ao nível mundial: porque países com tal riqueza natural nada ganham por isto e ainda por cima arcam com prejuízos oriundos de poluições de outros países? O protocolo de Kioto e os créditos de carbono vieram para tentar equalizar um pouco esta questão. Os estudos ambientais desenvolvidos para dar entrada em processos de licenciamentos de construção de empreendimentos (licenciamento ambiental) são freqüentemente criticados por serem baseados, principalmente, em avaliações biológicas rápidas. Essas avaliações não parecem ser muito seguras para determinar os impactos decorrentes de tal empreendimento, principalmente sob o ponto de vista científico. Mas porque se devem realizar estudos rápidos e superficiais? Por causa dos restritos tempo e dinheiro disponibilizados para tal. Mas porque são tão restritos? Por que o ambiente não tem o devido peso no pacote de todos os estudos necessários para se construir um empreendimento. E porque ele não tem um peso maior?
Porque pouco se conhece a respeito do valor econômico-monetário dos recursos ambientais, o que impossibilita argumentos em defesa de estudos mais completos - e caros. Entretanto é importante refletir até que ponto se deve aumentar a abrangência e complexidade de tais estudos tendo em vista o objetivo deles.
Em atenção à crescente necessidade de definir valores econômicos nos recursos e serviços ambientais, muitos estudos têm sido realizados e algumas metodologias têm sido propostas e desenvolvidas. Basicamente, existem dois tipos de valor associados aos bens ambientais: valor de uso e de não-uso. Há os valores de uso direto, indireto e de opção. Veja a descrição e exemplificação no quadro a seguir:

meio ambiente urgente

Terça-feira, Julho 26, 2005

Poluição Sonora

Muitas pessoas não tem consciência do mal que os ruidos diários da cidade fazem ao seu organismo. Os ouvidos são órgãos extremamente sensíveis ao barulho. A exposição acima de 45 decibéis torna o ser humano irritável e estressado, predispondo a diversas doenças, inclusive o câncer.
Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. Isso explica por que os motoristas profissionais são o principal alvo de surdez adquirida. Nas áreas residenciais, os níveis de ruído variam de 60 a 63 decibéis - acima dos 55 decibéis estabelecidos como limite pela Lei Municipal de Silêncio.
A poluição sonora não afeta apenas os humanos e tem grande impacto para os outros animais. Lembre-se destas informações e não aceite buzinadas inúteis.
Segunda-feira, Julho 18, 2005

Preservação no capitalismo

Branca Medina nos chamou a atenção para um fato corriqueiro que costuma passar despercebido. -Quanto vale a natureza? Quanto vale um serviço que o ecossistema oferece e realiza? Quanto vale, por exemplo, a produção de oxigênio e a consequente possibilidade de existir vida aeróbia na terra?
Com o Tratado de Kyoto, a humanidade uniu o capitalismo com preservação: Os donos de utilitários esportivos gastadores e superpoluentes já podem se livrar da culpa comprando créditos de carbono através de um fundo especializado.
Confira os detalhes no artigo de Eduardo Pegurier, do site O eco, clicando aqui!
Quarta-feira, Julho 13, 2005

O Monte Everest está derretendo

O aquecimento global está derretendo o Monte Everest, ameaçando o meio ambiente e os moradores da região. O alerta foi feito nesta segunda-feira pelo primeiro homem a escalar o maior pico do mundo, como parte de um pedido às Nações Unidas para que façam algo sobre o problema.
Sir Edmund Hillary, que chegou ao topo com o sherpa Tenzing Norgay em 1953, disse apoiar pedidos feitos por grupos de ambientalistas, como o do Amigos da Terra à Unesco para que inclua a montanha em sua lista de locais ameaçados.
"O aquecimento do ambiente dos Himalaias aumentou notavelmente nos últimos 60 anos", afirmou Hillary em um comunicado divulgado no momento em que o Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco se reúne em Durban, na África do Sul. Ele acrescenta que "Isso causou várias e graves enchentes dos lagos glaciais e muitos danos ao meio ambiente e aos moradores locais". "Drenar esses lagos antes que eles se tornem perigosos é a única maneira de evitar desastres."
Assim como o Parque Nacional do Everest, no Nepal, os ambientalistas dizem que as geleiras do Parque Nacional do Huascaran, nos Andes peruanos, estão derretendo rapidamente, enquanto a barreira de Coral de Belize está ameaçada devido ao aumento de temperatura do mar, que está matando os corais.
Mais um local remoto ameaçado pela ignorância humana, o que vamos fazer?
Segunda-feira, Julho 11, 2005

De quem é a culpa?

São Paulo é uma das cidades brasileiras que mais sofre com a enorme quantidade de lixo e esgoto despejados de forma irregular em locais inadequados.
Ao visitar a comunidade deste blog no orkut, me deparei com uma denúncia grave. Trata-se de um vídeo que mostra a Lagoa de Carapicuiba (ou o que sobrou dela).
Visite o link, clicando aqui e confira o aterro criminoso que supostamente o governo de São Paulo e o Prefeito de Carapicuíba estão realizando.
Segunda-feira, Julho 04, 2005

Aproveitamento da água da chuva

Confira trechos do Estudo da viabilidade do aproveitamento de água de chuva para consumo não potável em edificações, de Simone May.
Atualmente o aproveitamento de água da chuva é praticado em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão, entre outros. No Brasil, o sistema é utilizado em algumas cidades do Nordeste como fonte de suprimento de água. A viabilidade do uso de água da chuva é caracterizada pela diminuição na demanda de água fornecida pelas companhias de saneamento, tendo como conseqüência a diminuição dos custos com água potável e a redução do risco de enchentes em caso de chuvas fortes.
No processo de coleta de água da chuva, são utilizadas áreas impermeáveis, normalmente o telhado. A primeira água que cai no telhado, lavando-o, apresenta um grau de contaminação bastante elevado e, por isso, é aconselhável o desprezo desta primeira água. A água armazenada deverá ser utilizada somente para consumo não potável, como em bacias sanitárias, em torneiras de jardim, para lavagem de veículos e para lavagem de roupas.
Porquê não valorizar a sagrada água que literalmente "cai do céu" e escorre para o esgoto das cidades?
Sexta-feira, Julho 01, 2005

Aquecimento global, um triste amanhã

Vocês tem idéia do que significa a elevação em 1ºC na temperatura global? O suficiente para modificar a aparência da Terra vista do espaço, uma vez que derrete geleiras e acelera o processo de desertificação entre outras alterações.
As temperaturas do planeta no futuro podem ser muito mais altas do que os cientistas previam originalmente se os novos modelos feitos por computador estiverem corretos, afirmaram anteontem pesquisadores. O Painel Intergovernamental sobre a Alteração Climática (IPCC) prevê um aumento nas temperaturas globais de 1,5 a 4,5 graus Celsius até o fim do século. Segundo os novos cálculos, no pior cenário, o aumento pode chegar a até 6ºC.
O esforço mundial para evitar um caos climático tem se mostrado insuficiente e os jornais não tem dado o destaque que estas notícias alarmantes merecem. A herança para nossos filhos e netos pode ser comparada ao pai que para "enriquecer" tira o filho da escola para trabalhar e ajudar na renda da família.
O pai talvez se ache malandro mas é incapaz de ver que o filho ajudaria muito mais estudando e garantindo o futuro da família. Pensando no capital imediato, como temos feito, prejudicaremos o nosso futuro.

poemas sobre o meio ambiente

Uma flor
na roseira
Um beija-flor
a bailar

Árvores
desnudas
Dias de
outono

Um coração
saltitante
Um desejo
de amar

Uma noite
enluarada
Um violão
E uma canção

Um amor
presente
Uma noite
feliz
juntinhos
amando!

Diná Fernandes

4 de abril de 2011

Frazes sobre o meio ambiente

o planeta terra
Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e, esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 QUEIMADAS NA SERRA DA JUREMA EM GUARABIRA-PB: COM A VIDA NO PLANETA

Foram-se todas as festividades em nossa município Guarabira-PB, Natal, Ano Novo etc., e adentramos como cristãos a Campanha da Fraternidade (2011), com um tema bastante divulgado em todos a mídia. A Campanha da Fraternidade e a Vida no Planeta tem como tema “A criação geme em dores de parto” (RM 8,22).
A magnitude do que trata e aborda o tema aquecimento global mudanças climáticas veio em boa hora. A igreja através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, terá bastante atividades e trabalho em passar aos cristãos a importância de não degradar. A causa desse desequilíbrio climático é discutida pelos pesquisadores há décadas, inclusive em correntes diferentes. Os céticos e os cientistas colocam o tema de maneira holística e cuidadosa. Alguns entendem que o aquecimento global é oriundo de processo da própria natureza e outros afirmam, que o planeta esta apresentando aquecimento, que tem como origem às grandes quantidades de emissões de gases de efeito estufa que se intensificam a partir do momento da industrialização de muitos países, é resultantes das ações antrópicas.
Mas o que é o aquecimento global? Segundo o site (embaixadoresdoconhecimento.blog.pot.com), o aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão – aumento de temperatura média da superfície da terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura, ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem), tem sido propostas para explicar o fenômeno. O IPPC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988). No seu relatório, mais recente diz que a maioria do aquecimento é observado, durante os últimos 50 anos.
Se deve muito provavelmente a um aumento de efeito estufa, havendo evidência forte, de que a maioria do aquecimento, seja devido as atividades humanas (incluindo para além do aumento dos gases de estufa, outras alterações, como por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e do solo para agricultura e indústria, além, de um maior consumo energético e poluição). Antes de discutimos esse tão polêmico tema, necessário se faz baixar o nível de conhecimento ao entendimento, isto é, traduzir o científico e o técnico para linguagem popular. Os perigos deste fenômeno deve ser repassado ao cidadão de maneira que ele seja responsável e interaja no sentido de minimizar o aquecimento global. Como explicar o aquecimento global sem decifrar o efeito estufa? O papel da sociedade, a partir dos pesquisadores e da igreja, deve nesta hora esclarecer o efeito estufa, como um fenômeno natural no qual parte do calor da energia solar, que atinge o planeta é aqui retido por gases atmosféricos – tais como o gás carbônico, monóxido de carbono, metano, entre outros –, permitindo o aumento da temperatura e garantindo as condições de vida como a conhecemos no planeta. Onde parte deste calor é liberado para o espaço (DARIO, 2008).
Além fazê-lo saber, através de universidades, palestras, mobilização social, meio de comunicação etc., que o aquecimento global é uma realidade, sofremos consequências como: aumento do nível do mar, aumento da temperatura em todo planeta, e está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível das águas dos oceanos, pode ocorrer futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas.
Podemos ainda observar, nos últimos anos, o crescimento e surgimento desertos. O aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas, somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil e países Africanos). A tendência é aumentar cada vez, mas, as regiões desérticas do planeta terra; o aumento de furações, tufões e ciclones. O aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas.
As ondas de calor em regiões de temperaturas amenas, vem prejudicado a população. No verão Europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo morte de idosos e crianças (www. sepesquisa.com.geografia).
Várias conferências sobre o Meio Ambiente, já foram realizadas alertando o mundo, como a de Bali (Indonésia), Copenhague – Coris (Dinamarca) entre outras, e pouco tem saído do papel. Uma das mais importantes foi a de Kioto, realizada no Japão, onde o protocolo assinado, virou acordo internacional com objetivo de reduzir a emissão de poluentes, que aumenta o efeito estufa no planeta. Essa entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. O principal alvo, é que ocorra a diminuição da temperatura global, nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que emite maior quantidade de poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país. As soluções existem, diminuir o uso de combustível fósseis (gasolina, diesel, querosene); aumentar o uso de biocombustíveis (biodiesel e etanol); instalar sistema controle de emissão de gases poluentes; ampliar a geração de energias limpas (hidrelétrica, eólica, solar, nuclear etc); expandir a coleta de lixo; reutilizar e reciclar, além de não se praticar o desmatamento.
Construções de prédios ecológicos, e outros mais estão em estudos, o que falta é vontade política.
A Campanha da Fraternidade é anualmente realizada pela Igreja Católica Romana no Brasil, sempre no período da quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fieis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, sendo coordenada pela CNBB.
Em algum tempo, ela tem se preocupado com os temas ambientais, onde podemos marcar pontos em espaços históricos que trata de um assunto, Fraternidade e Terra (1986), Água (Água Fonte de Vida), 2004, Amazônia (2007) etc., onde a preocupação são atribuídas a preservação do planeta terra. A Campanha Fraternidade e Terra de 1986, aborda a distribuição da terra no Brasil de maneira desigual, que culminou com a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, onde em seu artigo 5, inciso XIII, afirma: que a propriedade atende a função social, e demonstra a hora em que se recebe um pedaço de chão parte-se para preservação, cuida-se do que é seu. Em 2004, teve como tema Água Fonte de Vida que, faz uma reflexão antes de tudo, sobre os imperativos éticos e religiosos quanto o líquido precioso “água”, que objetivará conduzir a uma ação conjunta e inadiável para salvar o planeta terra, e à vida sobre ele. Trabalhou-se a convivência com o semiárido brasileiro com iniciativas de construção de cisternas para armazenar e utilizar água de chuva e suas formas de aproveitamento.
Ao iniciar a Campanha da Fraternidade Amazônia (2007), se faz uma reflexão da preocupação com questões ambiental e social, que ameaçou o maior patrimônio natural do mundo, e que pode levar à perda irreparável de inestimáveis riquezas humanas e culturais, não apenas para a população brasileira, mas para humanidade.
O Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, como 3º Bispo Diocesano de Guarabira-PB, com certeza terá um grande trabalho, pela frente, já que o tema abordado é uma realidade, e não podemos deixar que na atual Campanha da Fraternidade os fieis não dê a devida importância. Todos temos uma missão, contribuímos para minimizar este devastador fenômeno climático. É esperado também o apoio da população para que possamos enxergar melhor as mudanças que estamos passando, não é o apocalipse final, mais estamos cainhando para um grande caos. A Igreja Católica está fazendo a sua parte, leigos, párocos, missionários e povos de Deus, deverão usar como metodologia o Ver – Julgar – Agir, para que haja maior compreensão dos fieis em suas comunidades, em combate ao aquecimento global.


3 de abril de 2011

acomtecimentos na natureza

Alarme de catástrofe

© Surrender - Fotolia.comSobre a retórica da catástrofe em imagens e discursos.

“Isso que você está vendo, está acontecendo agora”, ouve-se a voz em off de uma jornalista no trailer de O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow), de Roland Emmerich. Com grande ímpeto, ondas gigantes avançam sobre Nova York, enquanto o termômetro cai para abaixo de zero. Essas imagens fazem parte das cenas mais impressionantes do filme e ilustram um cenário apocalíptico, no qual fenômenos naturais ameaçam a existência humana. O que Emmerich apresentou em 2004 como dramático cenário futurista, pelo menos desde o “furacão Katrina” e das alarmantes notícias sobre o derretimento da calota polar com a consequente elevação mundial do nível do mar, e também dos mais recentes prognósticos da ONU e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), aparenta se aproximar cada vez mais da realidade atual. As imagens transmitidas pela mídia da catástrofe provocada por uma nevasca em longínquas regiões da China antes do Ano Novo chinês poderiam ser confundidas com algumas cenas de O Dia Depois de Amanhã.

Frente ao cenário de acúmulo dos acontecimentos climáticos dramáticos pelo mundo afora, o tema da mudança climática está em voga. Não raramente a imagem de uma catástrofe descrita pela política e pela mídia sugere que a situação não tem saída. “Mudança do clima” ou “catástrofe climática” são expressões abrangentes que hoje incluem todo e qualquer problema ecológico. Em dezembro de 2007, a expressão Klimakatastrophe (catástrofe climática) venceu: foi eleita pela Gesellschaft für Deutsche Sprache (Sociedade da Língua Alemã) como a “expressão do ano”. O clima é indiscutivelmente influenciado pelo homem, a mudança tem causas antropogênicas. As consequências ecológicas globais de uma economia e um estilo de vida baseados no crescimento podem ser vistas pelo mundo afora, parceiras de acusações polarizadoras. Mas afinal o que caracteriza uma catástrofe climática? Quem e por que se fala de situações catastróficas? Com que imagens, com que linguagem as catástrofes são encenadas pela mídia e instrumentalizadas pela política?


O conceito de catástrofe

O conceito original de catástrofe, proveniente do grego, não tinha um significado nem positivo nem negativo. Composto por “kata” (= movimento para baixo) e “streiphen” (= virar) poderia ser traduzido como “mudança para baixo”. Em termos etimológicos, o uso desse conceito tornou-se significativo desde a teoria dramática da Antiguidade para designar o ponto de transformação de uma ação. Embora a mudança possa ser tanto para melhor como para pior, hoje o termo “catástrofe” é usado apenas no seu sentido negativo. Sua introdução nas línguas europeias se deu quando no século XVI iniciou-se um trabalho mais intensivo com a poética aristotélica e outras teorias antigas da tragédia.

Já Platão recorria aos princípios da teoria da tragédia para seu modelo de história. A catástrofe só veio a ser usada explicitamente como ponto de transformação de uma ação quando a ideia de história começou a ser firmar enquanto processo. Em fins do século XVIII, o conceito da teoria dramática passou a ser utilizado para a descrição de acontecimentos históricos. O que não se pode reconstruir com precisão é o que levou a catástrofe, fora da tragédia antiga, a ter a conotação negativa de hoje.

Um momento importante para a trajetória da catástrofe como parte de processos históricos foi sem sombra de dúvidas o terremoto de Lisboa em 1755, que abalou em todos os sentidos a Europa do Iluminismo. O terremoto, que quase destruiu a cidade por completo e no qual dezenas de milhares de pessoas morreram, foi uma das mais importantes notícias da época e estimulou uma forte produção imagética. Ele inspirou largas discussões sobre a relação entre destino divino e catástrofes provocadas pelo homem, quer dizer, até que ponto o homem tem a capacidade de mudar o rumo dos acontecimentos. De Voltaire a Adorno, passando por Kant, o terremoto de Lisboa serve vez e sempre como pano de fundo para uma discussão sobre como lidar com acontecimentos radicais da história e sobre nossa relação com a natureza.


Tipologia da catástrofe

A princípio um terremoto é – assim como um tsunami, por exemplo – um acontecimento da natureza, uma chamada catástrofe natural, embora seja discutível se é que a natureza pode sofrer catástrofes. Tal acontecimento é considerado catastrófico principalmente quando atinge pessoas. As secas, inundações e tempestades crescentes têm efeitos semelhantes às catástrofes naturais, porém resultam da mudança climática de causas antropogênicas e têm maciças consequências econômicas e sociais.

De qualquer maneira, não existe uma definição genérica de catástrofe. A intenção de quem a designa tem sempre um papel importante. Tampouco é possível generalizar seus parâmetros de definição. Para uma companhia de seguros, por exemplo, o grau de uma catástrofe é medido pelo nível do prejuízo e a quantidade de vítimas causadas por ela. Na sociologia da catástrofe, que se ocupa da construção e também da administração de catástrofes e da mediação do risco, existem princípios diferentes para a definição de uma “catástrofe”. O que os une é a visão da catástrofe como processo. Ela é dividida em fases isoladas, por assim dizer, em etapas distribuídas entre antes, durante e depois da ocorrência de uma perda de fato. Sob essa perspectiva, faz parte do catastrófico uma situação de ameaça na qual uma catástrofe é prognosticada e pode vir ou não a acontecer. Essa situação de ameaça deve – assim como os outros estágios da catástrofe – ser comunicada para que pelo menos seja considerada catastrófica: “Os peixes ou os homens podem morrer, o banho em lagos ou rios pode provocar doenças, pode ser que não saia mais óleo das mangueiras e que a temperatura média diminua ou suba: enquanto não houver comunicação a esse respeito, não há consequências para a sociedade”, segundo Niklas Luhmann em seu livro Ökologische Kommunikation (Comunicação Ecológica, 1986).


Retórica da catástrofe

A catástrofe climática é comentada em todos os cantos – em notícias, em documentários, em gêneros de ficção e indiretamente em tendências atuais como moda ecológica e alimentação orgânica. Esse discurso e imagens transmitidos pela mídia deixam a sociedade em constante estado de alerta. Produz-se uma atmosfera de medo usada para fortalecer as relações de dominação e poder. No caso de não se passar além do prognóstico, surge uma “consciência pós-catástrofe”, um conceito cunhado por Egon Becker; agir individualmente parece não dar em nada. Ainda mais porque as catástrofes ecológicas são muitas vezes apresentadas como efeito de força maior. Dessa maneira, a mudança climática, por exemplo, torna-se um cenário de argumentações políticas e econômicas que podem integrar seus interesses de poder e mercado em uma narrativa religiosa dissimulada. O comportamento do homem conduz a uma catástrofe global que – dependendo da motivação – é apresentada como inevitável ou como capaz de ser evitada por um triz. A figura do herói e da heroína no formato de cientista, político e industrial voltado para o futuro e defensor do meio ambiente ganhou maior intensidade.


Mudança climática como fator econômico

O mais tardar desde o Protocolo de Kyoto de 1997, no qual 179 países se comprometeram a reduzir consideravelmente suas emissões de CO2 até 2012, a mudança climática é um fator da economia mundial e um tema da política internacional; economistas alertam para os custos provocados principalmente por perdas geradas por catástrofes. Será que os membros da delegação americana pensaram nas consequências do furacão Katrina, quando, no último minuto da Conferência da ONU sobre a Mudança de Clima em 2007, em Bali, concordaram com o cronograma do clima mundial?

Choque parece ser um meio eficiente de fazer valer mudanças radicais na política econômica: foi assim que o governo americano aproveitou a destruição da cidade de Nova Orleans para converter o sistema público educacional em particular, após as enchentes. A reconstrução do sistema de transporte público local ainda está em aberto, infra-estruturas estão sendo privatizadas. Em situação de pós-catástrofe, os protestos da população contra privatização e gentrificação ficam a princípio de fora. Naomi Klein refletiu a esse respeito em A Doutrina do Choque. A Ascensão do Capitalismo de Desastre (2007).

A partir da industrialização, as catástrofes ecológicas passaram a estar intimamente ligadas a processos econômicos. Nas fases de expansão da economia durante o século XX, fenômenos naturais como terremotos e inundações praticamente não aconteciam, aumentando nas fases de recessão. Essa tese é baseada em Mike Davis, que em seu livro Ecologia do Medo (1999) aborda principalmente as situações catastróficas em Los Angeles.

Esse fenômeno também é visto em imagens, como Georg Seeßlen e Markus Metz mostram em Krieg der Bilder. Bilder des Krieges (Guerra das Imagens. Imagens da Guerra, 2002): “O aparecimento cíclico de imagens catastróficas especialmente fortes e populares foi acoplado na percepção sociológica às crises econômicas”.


Imagens de catástrofes

Cenas típicas de catástrofes ecológicas – sejam elas de pássaros cobertos de óleo, desmatamento de florestas tropicais ou cidades e regiões interioranas alagadas – se repetem na mídia. As imagens aéreas da inundação de Nova Orleans em 2005 assemelham-se às cenas da “enchente do século” em Dresden ou Praga em 2002. Em sua frequência e intercambiabilidade são por um lado alarmantes, por outro levam à apatia. Essas políticas imagéticas baseiam-se sempre no extremo de uma situação que não faz jus ao desenvolvimento ecológico da catástrofe, obscurecendo assim decisões políticas e econômicas, como também repercussões sociais.

Atuando contra a destruição da natureza, as empresas hoje se apropriam dessa postura em campanhas de propaganda que emocionam e polarizam. Pois há muito, a possibilidade de uma catástrofe foi reconhecida como fator econômico. Previsões alarmistas do futuro constroem um cenário importante para estratégias econômicas de marketing – para o assim chamado greenwashing, através do qual as companhias vestem uma aparência de verde. Fazem lucro com produtos que afastam a desgraça e tranquilizam o(a) comprador(a). A companhia de óleo mineral BP trabalha, por exemplo, em uma imagem verde para o futuro: de British Petroleum passou a ser já desde o ano 2000 “Beyond Petroleum”.

Principalmente no setor automobilístico, essa estratégia é trabalhada quase à perfeição: a natureza é apresentada como um mundo completamente independente do homem, no qual ela zumbe e floresce, viceja enquanto o homem passa por ela devagarzinho de carro. Com imagens semelhantes a essa, uma companhia aérea finlandesa opera seu filme de propaganda atual: uma tulipa branca murcha volta a levantar sua haste exatamente quando um avião passa no horizonte. Com essas estratégias emocionalizantes, sugere-se que o consumo “verde” – sem mudança da economia e do modo de viver – é possível e que é necessário assumir responsabilidade individual.

Mas não seria o caso de ficar ainda mais alarmado diante de tais encenações e instrumentalizações, que fazem parte da “catástrofe” e, com isso, da relação da sociedade com a natureza? Acompanhar as políticas imagéticas no discurso sobre catástrofes para além da propaganda requer análises científico-culturais e uma crítica por meios artísticos. Faltam imagens diferenciadas e uma linguagem que possibilite a descrição de um futuro que ainda não faça parte do catastrófico.


Uma análise profunda da retórica da catástrofe em imagens e discursos como parte da discussão sobre a mudança climática foi o ponto de partida para o projeto da exposição “Katastrophenalarm” (2008) na associação Neue Gesellschaft für Bildende Kunst. A mostra foi realizada pelas curadoras berlinenses Sophie Goltz, Christine Heidemann, Anne Kersten, Vera Tollmann e pelo artista sueco Ingo Vetter. Foi antecedida pelas exposições “Nachvollziehungsangebote” (2007), na Kunsthalle Exnergasse, em Viena, que mostrou trabalhos de artistas contemporâneos sobre a (im)possibilidade do desenvolvimento sustentável, e “Green Dreams” (2007), no Kunstverein de Wolfsburg, que tematizou a relação da arte com o movimento ecológico desde os anos 1970.
Neue Gesellschaft für Bildende Kunst (NGBK)
O editorial da publicação sobre a exposição do projeto “Katastrophenalarm” (2008) esteve a cargo das curadoras berlinenses Sophie Goltz, Christine Heidemann, Anne Kersten e Vera Tollmann, e do artista sueco Ingo Vetter.

Tradução: Gisela Pimentel
Copyright: NGBK e. V.

Tamanduá é bicho de estimação de fazendeira

Ela acolheu o animal depois de incêndio, quando ele perdeu a mãe.
Tamanduá ganhou o nome de Felipe e recebe cuidados de filho.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena
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Foto: Reprodução/TV Morena
Reprodução/TV Morena
A dona-de-casa Tatiane ajuda a cuidar do tamanduá (Foto: Reprodução/TV Morena)
Um tamanduá é criado como animal doméstico em Mato Grosso do Sul. Ele ganhou o nome de Felipe e dorme dentro de um armário, toma leite, come formiga e é adorado pela vizinhança.

A fazendeira Cristina Ferreira do Amaral diz que acolheu o animal depois de um incêndio próximo à propriedade, quando ele perdeu a mãe. “Acho que ele caiu das costas da mãe e se salvou. O peão encontrou e levou até a fazenda. Dei o primeiro leite na mamadeira e ele não quis. Depois, dei em uma xícara de café e ele aceitou a primeira, aceitou a segunda...a terceira...à noite, arrumei uma caminha”, afirma.

Para ficar com o tamanduá, Cristina enfrentou um processo judicial. “Me denunciaram pensando que ia vendê-lo. Fomos para a [Polícia] Florestal, ficamos lá umas três horas. Depois, fomos para a [Polícia] Civil. Quando chegamos, o delegado viu que era amor que ele tinha por mim e eu, por ele. O delegado abriu processo, mandou para a Justiça Federal e me colocou como tutora”, comenta.

Ela tem uma fazenda ecológica no Pantanal, onde vive o tamanduá, mas, sempre que vai para Corumbá, leva Felipe. A nora de Cristina, a dona-de-casa Tatiane Duran, ajudar a cuidar do animal. “Todo mundo se encanta com ele. Não tem explicação”, afirma.

Cristina diz que o tamanduá completa um ano neste mês. Ela se derrete como uma mãe. “Ele é dócil e carinhoso. É uma criança.”

Tamanduá é encontrado em marcenaria

Animal circulava pelo pátio da empresa e não apresentava ferimentos.
Ele foi levado para uma região de mata próxima à cidade, onde foi solto.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena
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Foto: Vilson Nascimento/A Gazeta News
Vilson Nascimento/A Gazeta News
Tamanduá se encondeu entre cadeiras de madeira(Foto: Vilson Nascimento/A Gazeta News)
Um tamanduá deu um susto nos funcionários de uma marcenaria em Amambaí (MS). Ao chegarem para trabalhar na manhã de segunda-feira (31), eles encontraram o animal perambulando pelo pátio da empresa.

O tamanduá não apresentava ferimentos e parecia bem à vontade no local. “No domingo à noite um vizinho disse que já escutou um barulho, mas olhava e não via nada. Aí na segunda ele estava aqui”, diz Paulo Bach, dono da marcenaria.

Assustado com a presença dos funcionários, o animal se refugiou no meio de cadeiras de madeira empilhadas, o que dificultou o trabalho de resgate feito pela equipe do Corpo de Bombeiros. Foi preciso pedir ajuda a um veterinário e à Secretaria do Meio Ambiente do município.

O animal foi colocado em uma caixa de madeira e solto em uma região de florestas, em uma fazenda situada às margens da rodovia MS-289. A espécie faz parte da lista de animais ameaçados de extinção e é difícil de ser encontrado nessa região do estado.

Para Bach, o aparecimento do animal é um mistério. “Ele deve ter vindo de algum mato que tem ao redor da cidade. Mas ele veio parar aqui no centro, onde fica a marcenaria. Curioso que ninguém o tenha visto andando pelas ruas.”

2 de abril de 2011

O mundo esta morrendo

   O mundo esta morrendo ele esta precisando da gente sabia se ele morrer agente tambem morre em taml borra colapora

noticias sobre a natureza

estética e até espiritual para nossa civilização
Haroldo Castro (texto e fotos)
Haroldo Castro
DÁDIVA
O Lago Umm El Maa, no Deserto Ubari, na Líbia. Além da água, o oásis oferece paz e serenidade ao viajante
A caminhonete sobe a duna até onde o motor aguenta, encontra uma área plana e para. “Use as pernas para chegar ao topo. Não desista, a recompensa é valiosa”, diz o líbio Ali Mahfud, avisando que não participará do último esforço. Escolho subir a duna amarela, quase dourada, em zigue-zague. E descalço. Mais fácil vencer a montanha sem sapatos. A cada passo, a ascensão se torna mais pesada e os pés se enterram na areia fofa. Sigo em frente, impulsionado por minha teimosia. Meia hora depois, chego ao ápice. Meus olhos deixam de observar o chão, buscam o horizonte e encontram a surpresa que Ali antecipara. Descubro um lago de água cristalina, rodeado de palmeiras – o ícone perfeito de um oásis. Como imaginar que, em um mar infinito de areia, possa brotar tanta vida? Mais comovido que cansado, sento no cume da duna para contemplar a paisagem. É uma natureza pura, de cores límpidas: o azul-claro do céu, o azul-escuro do lago, o verde das tamareiras e o dourado pálido da areia. A beleza, simples e serena, me toca. Meu corpo reage com um profundo suspiro. Sinto um misto da felicidade de adolescente apaixonado e da tranquilidade de um sábio ancião. Sei que a cena ficará tatuada durante décadas em minha mente e em meu espírito. É um daqueles instantes em que afirmamos, sem timidez, que vale a pena estar vivo. O contato direto com a natureza pode gerar emoções profundas no ser humano – principalmente no ser urbano que trocou, nas últimas décadas, seu cotidiano do campo pelo da cidade. Pouco mais da metade (50,5%) dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta vive hoje em cidades e não convive mais com o ciclo rural de plantio e colheita, tão básico para nossos antepassados. “Ir ao supermercado e comprar um alimento congelado facilitou nossa vida, mas também rompeu o elo de coexistência que existia entre nós e a Terra”, afirma Catarina Menucci, paisagista e criadora do ecomercado Avis Rara, de Campinas, em São Paulo. “Vivemos cada vez mais longe da natureza.” Esse distanciamento é uma equação pessoal. Cada indivíduo tem uma necessidade particular de estar mais tempo – ou menos – em um ambiente natural. s Mas a baixa qualidade do ar, a poluição sonora e o caos visual de uma cidade não podem ser comparados com a experiência de caminhar por uma floresta tropical, de nadar em um rio cristalino ou de conhecer uma praia inabitada. Ou descobrir um oásis no Saara.
Um dos principais valores não monetários da natureza é a sensação de prazer e conforto provocada por sua harmonia estética. “Quando estou dentro de uma floresta, vejo a beleza de tudo e me conecto com o ciclo interminável da vida. Posso entender melhor por que as espécies evoluem e se adaptam”, diz Elda Brizuela, conservacionista e cineasta da Costa Rica. “Destruir esse espaço é como arrasar algo que é parte de minha alma.” A relação entre natureza e alma parece ser óbvia para quem busca inspiração do mundo natural em seu trabalho. “A natureza me traz paz interior e me ajuda a estar mais próximo de mim mesmo”, diz o artista plástico e webdesigner João Makray. “É a melhor forma para esquecer os problemas banais do cotidiano e alimentar minha criatividade.” Makray passou semanas visitando dezenas de cachoeiras, rios e matas para desenhar as gravuras do livro Orixás, no qual as divindades da tradição afro-brasileira são mostradas como forças naturais, e não apenas antropomórficas.
Algumas pessoas desenvolvem suas próprias histórias de amor com o mundo natural. O valor estético e sensorial da natureza é sempre a base para essa relação platônica e contemplativa que cada indivíduo forja. “Na floresta, percebo os aromas e me sinto como um beija-flor”, afirma Luis Fernando Molina, poeta e ambientalista colombiano. “No cume da montanha, vislumbro a paisagem e tenho vontade de voar. No deserto, por ser infinito, me comunico com o divino. Mas, quando estou na cidade, sou apenas um número a mais”, afirma. A empresária Scholastica Ponera, dona da empresa Pongo Safaris, de Dar Es Salaam, na Tanzânia, diz que entrar em um parque nacional lhe dá tranquilidade e harmonia. “Gosto de me sentar no chão, sozinha, procurar uma semente do tamanho de um botão de camisa e meditar como ela se transformará em uma majestosa árvore.”
Nem todas as pessoas são receptivas como Ponera e Molina. Uma boa parte dos urbanos tem mais medo da natureza que admiração por ela. A bióloga Rita Mendonça, diretora do Instituto Romã, tem uma solução. “Organizamos vivências e caminhadas para desenvolver a sensibilidade dos interessados em contatar os aspectos intangíveis da natureza”, diz. “As pessoas saem transformadas ao interagir, de forma intuitiva e sensível, com a natureza.”
>>Leia também: Os intangíveis da natureza: seus valores estéticos e espirituais
Além de musa inspiradora e alívio para os sentidos humanos, a natureza também serve como ponte entre o mundo concreto e o divino. Considerar a natureza como “algo maior” é uma constante para aqueles que têm uma visão que vai além da esfera material e utilitária. “Nada como estar entre sequoias-gigantes, com mais de 100 metros de altura e séculos de idade, para romper com os limites físicos e considerar que existe uma ‘força de vida’ bem maior que eu”, diz o americano Keith Wheeler, um dos diretores da União Internacional para a Conservação da Natureza. “A natureza não apenas me oferece um espaço de reflexão sobre ética e espiritualidade, ela também traz inspiração para que eu possa melhor conduzir minha vida.”
Haroldo Castro
Haroldo Castro
RELAÇÃO HARMÔNICA
Primeira foto, girafas no Parque Nacional Tsavo Oeste, no Quênia, ajoelham-se para beber água. Segunda foto, araras-vermelhas saem do Buraco das Araras em Jardim, em Mato Grosso do Sul. Tanto artistas quanto cientistas buscam inspiração na interação das espécies com o ambiente natural
As grandes religiões têm conceitos que podem ser interpretados como de proteção da natureza. Crenças que outrora não colocavam a conservação em sua agenda de prioridades passaram a ter um discurso mais verde, quando confrontadas com a atual crise ambiental. Nas últimas décadas, conservacionistas tentaram estabelecer parcerias que pudessem transformar líderes espirituais em potenciais educadores. O Instituto Ambiental de Comunidades de Fé da África Austral é uma dessas iniciativas, congregando pessoas de diferentes linhas. “Fazemos parte do mundo natural que nos rodeia. Apesar da alienação criada pelas cidades, não podemos nos separar do resto da Criação. Nós nos renovamos espiritualmente ao vivenciar o ambiente natural, particularmente quando estamos em um lugar selvagem”, afirma seu líder, o bispo sul-africano Geoff Davis. “As experiências profundas com a natureza servem como curas psicológicas.”
O jainismo – religião originada na Índia há 25 séculos – considera o ainsa, a não violência, como seu princípio essencial. “Praticamos a não violência com a totalidade das espécies vivas, não apenas com humanos. Temos um profundo respeito por toda a natureza: não matamos animais e só comemos as partes das plantas que não as sacrifiquem”, diz Hitesh Mehta, arquiteto e paisagista queniano. “Nossa filosofia demanda um estilo de vida de baixo impacto. Há séculos vivemos o que hoje é chamado de sustentabilidade ambiental. Não existe maior virtude espiritual que a da não violência absoluta.” Mehta afirma que grandes pensadores, como Mahatma Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela, foram profundamente influenciados pelo jainismo.
As tradições afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé, consideram as manifestações da natureza como “energias sagradas”. São os orixás. A biodiversidade das matas é a representação física de Oxóssi, as ervas medicinais simbolizam Oçânhim e os mananciais de águas expressam Nanã. “A natureza é um livro sagrado, e precisamos aprender a decifrar o que ela pode nos revelar”, diz o babalorixá Carlos Buby, do Templo Guaracy do Brasil. “A compreensão biológica das diferentes formas de vida do planeta não é suficiente para assegurar sua proteção. É necessário acrescentar os valores imateriais para que a natureza seja reconhecida como sagrada e, assim, devidamente protegida.”
O Dalai-Lama, chefe espiritual do budismo tibetano, desmistifica a conservação ambiental e a coloca como um dever prático. “Cuidar de nosso planeta não é um ato santo ou sagrado. Não podemos viver em nenhum outro, apenas neste”, afirma o monge tibetano. “É como cuidar de nossa casa.” Em nossa cultura mercantilista, os economistas da conservação já registram os bilhões de reais que os serviços ambientais prestam aos humanos. Mas os valores estéticos e espirituais estão na esfera do intangível. Não podemos colocar uma etiqueta de preço no sagrado.
Haroldo CastroHaroldo Castro
Haroldo Castro
HERANÇA NATURAL
Primeira foto, bosque de baobás na costa oeste de Madagascar, país que abriga o maior número de espécies dessa árvore, considerada sagrada por diferentes tribos africanas. Segunda foto, uma ilha inabitada no litoral de Samoa, no Oceano Pacífico. Terceira foto, duplo arco-íris nos Saltos Mbigua e Bernabé Mendez, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu. Preservar paisagens naturais como essas é parte da missão humana, segundo líderes espirituais, como o Dalai-Lama



Confira a galeria de fotos








Comentários
Gilberto | SP / São Paulo | 16/10/2010 20:03
Desculpe mas eu preciso falar sobre isso
A poluição aumenta o número de abortos, contribui para o nascimento de mais meninas do que meninos, ao fragilizar o cromossomo Y, e está por trás do desenvolvimento de doenças do aparelho reprodutor feminino, como a endometriose, além de influenciar o aparecimento de outras doenças endócrinas e de estar por trás do crescimento do número de casos de câncer do pulmão em São Paulo", ele afirma. Citando estudos realizados pelo laboratório que dirige na USP sobre distúrbios cardiovasculares e de pulmão causados pela poluição atmosférica, ele acrescenta: "Sabemos hoje que, depois de um dia de alta concentração de poluentes, o número de óbitos por doenças cardiovasculares na cidade de São Paulo aumenta de 10% a 12%". 50% dessa poluição é causada pelo diesel. O diesel que a Petrobras produz não poderia ser utilizado na áfrica, é puro veneno, devido a esse veneno, mais de 10.000 pessoas morrem por ano, na maioria idosos e crianças,enquanto isso o diesel bom é exportado para a Europa, pagamos a gasolina mais cara do planeta, a Petrobras esta toda endividada, as condições das instalações estão muito precárias, a petr. Esta inchada com bando de sindicalistas, que são contratados através da recusa dos que passaram no concurso, ou da terceirização, que coloca a Petrobras com maior número de empregado em relação a seus parceiros no mundo. Pergunta a Petrobras é dos brasileiros, ou de um bando de aproveitadores que não liga para a vida humana?
Foto: Divulgação
Divulgação
Araras foram soltas em hotel fazenda perto de Brasília (Foto: Divulgação)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) soltou, nesta semana, oito araras-canindé na natureza, em um hotel fazenda perto de Brasília. A reintrodução dessas aves no meio ambiente faz parte do projeto “Araras Livres”, que pretende readaptar na natureza aves provenientes do tráfico ilegal e que estavam em criadouros conservacionistas.

“O depósito desses animais em criadouros não deve ser algo permanente, mas temporário, enquanto a causa que deu origem à apreensão é transitada e julgada pelo Ibama”, disse Anderson do Valle, analista ambiental do instituto.

“Das oito araras, apenas uma não voou. Duas estão desaparecidas e as demais voam e voltam aos poleiros construídos na copa de buritizais. Está sendo feito também o monitoramento diário dos animais para verificar o sucesso de fixação deles na natureza”, disse Valle.

A infra-estrutura montada nas copas dos buritizais será reaproveitada nas próximas etapas do projeto, que se estenderá por mais um mês. “Apesar do receio dos técnicos, considerando a dificuldade de soltura, os resultados parciais são bons”, afirmou o analista.